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Ada Jones: uma história incontada
São Paulo, 27 de março de 2007

Ada Jones é uma das mais importantes cantoras da história dos registros sonoros. Dominou, absolutamente, o mercado musical do começo do século XX até 1922. Contudo seu nome é por muitos poucos lembrado, apesar das centenas de gravações que realizou.

Nasceu no dia 1º de junho de 1873, em Lancashire (Inglaterra).

Quando tinha seis anos, mudou-se para a América nortista, instalando-se na Filadélfia (Pensilvânia). Logo ao depois dessa mudança, sua mãe faleceu.

Não passado muito tempo, James Jones, o pai de Ada, torna a se casar. A escolhida: Annie Douglas Maloney, que foi a grande incentivadora de sua enteada para que ingressasse no mundo musical, haja vista que a pequena Ada mostrava qualidades para tanto, apesar de não saber tocar um instrumento sequer ou ler música. Todo seu feedback se deveu a seus ouvidos.

Enfim, foi Annie Maloney quem levou Ada Jones aos teatros para se apresentar.

Resta documentado que, em 1893 (ou 1894), ela fez suas primeiras gravações na Edison Recording Company: Sweet Marie (North American 1289), uma canção de Raymon Moore, e The Volunteer Organist (North American 1292). Presumivelmente o pianista que a acompanhou tenha sido Frank P. Banta, o pianista oficial de Edison.

No entanto, para que se impusesse como a mais popular cantora da América supra-equatorial, mais de uma década teve que ser destilada no alambique do Tempo.

Em 1905, retornou e se impôs com a gravação My Carolina Lady que chegou ao terceiro lugar no Billboard, em maio de 1905. Durante esse ano se uniu, profissionalmente, ao cantor e humorista Len Spencer, com o qual realizou diversas gravações e apresentações.

Deve ser ressaltado que a potente, mas charmosa, potente voz de contralto de Ada não tinha apenas força sonora; tinha o sabor do humor. Essa, certamente, foi a razão que a levou a diversos espetáculos vaudeville e ao encontro de outros grandes cantores da época, com quem realizou centenas de gravações, dentre os quais se destacam Billy Murray, Henry Burr e Walter Van Brundt.

Sua última gravação, On A Little Side Street (Diamond Disc 50852 e Blue Amberol 4404), foi em dueto com Billy Jones, ocorrida em dezembro de 1921.

Aos 02 de maio de 1922 ela veio a falecer, enquanto realizava uma tournée.

Seus discos foram editados por praticamente todos os selos do mercado américo-nortista.

De acordo com Billy Murray, autor de The Phonograph Industry's First Great Recording Artist, ela teria gravado pelos seguintes selos, aqui alfabeticamente apresentados: Aeolian-Vocalion, American, Aretino, Busy Bee, Central, Clear Tone (single-faced), Cleartone (double-faced), Clico, Climax, Columbia (she recorded the most titles for this company), Concert, Cort, Crescent, D & R, Diamond, Eagle, Edison, Emerson, Empire, Excelsior, Faultless, Gennett, Harmony, Harvard, Imperial, International, Lakeside, Leeds, Lyric, Manhattan, Marconi, McKinley, Medallion, Mozart, Nassau, Okeh, Operaphone, Oxford, Paramount, Pathe, Perfect, Playerphone, Puritan, Radiex, Remick Perfection, Rex, Rishell, Siegel Cooper, Silver Star, Silvertone, Square Deal, Standard, Star, Sun, Symphonola, Symphony, Talking Book, Thomas, United, Victor e Zon-o-phone.