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UM POUCO SOBRE AS AGULHAS DE GRAMOFONE

Concomitante ao advento da indústria das máquinas falantes, impôs-se no mercado uma nova indústria: a das agulhas de gramofones. E não poderia ser diferente. Afinal, a agulha é a alma do gramofone (como o é do fonógrafo). Sem ela o gramofone fica afônico. Foi nessa ocasião que. sob certos aspectos, teve início a Era dos produtos descartáveis.

O certo é que a grande demanda pelas agulhas implicou no surgimento de diversos fabricantes para o produto. E surgida a concorrência (e necessária), decorrente a criatividade.

Deste modo, na busca do consumidor, surgiram agulhas que, como propagava a propaganda de então, tocavam de modo mais agudo ou de modo mais grave (dependendo da finura de sua ponta e do material empregado).

As agulhas que foram fabricadas, em sua maioria, eram de aço. Entretanto existiram agulhas de cobre e outros materiais, dentre os quais ¡o espinho do cactus da América nortista! Pois é, existiram agulhas de espinhos de cactus - e a surpresa não acaba por aí: ¡SEU RESULTADO É MUITO BOM!

Há estórias até mesmo de quem chegou a utilizar as fibras de vassouras de piaçava para substituir as agulhas - e com sucesso.

Finalizando essa primeira parte, junto com a indústria das agulhas veio a indústria dos aparatti apontadores de agulhas, por uma singela razão: de acordo com as recomendações dos fabricantes, as agulhas deveriam ser utilizadas apenas, única, estritamente uma vez.

(Na verdade uma agulha de gramofone tem duração de quinze minutos. Assim, dependendo da duração do disco, de três até, em certos casos, até oito podem ser tocados por uma mesma agulha).

Foi assim que mais uma nova e próspera indústria surgiu. Mas isso é história para outro tópico...



DAS AGULHAS DE GRAMOFONE ÀS CAIXAS DE AGULHAS DE GRAMOFONE

Presentemente essas agulhas - ou mais apropriadamente as caixinhas que as guardavam - são objeto de coleção.

Normalmente as agulhas eram embaladas em pequenas caixinhas de lata retangulares, do tamanho aproximado de uma caixa de fósforos, mas com metade de sua espessura. Porém, existiram fabricantes que desenvolveram novas formas para as caixinhas de agulhas, apresentando modelos mais estreitos, redondos triangulares, em forma de concha, piramidais et coetera. São as caixas mais valorizadas e raras disponibilizadas no mercado até os anos '50, do morto Século passado.

Qual os filatelistas descobrem encantos e sutilezas nos selos que colecionam, igualmente os colecionadores de caixas d agulha vislumbram facetas que escapam aos olhos do leigo, ora resguardadas pelo senso de humor, ora escancaradas sob as asas do gosto duvidoso da apresentação.

Aqui encontram-se selecionadas caixas de agulhas de diversos Países.



CAIXAS DE AGULHAS INGLESAS

Na Inglaterra, a par do predomínio das agulhas His Master's Voice, diversos outros fabricantes não abriram mão desse próspero negócio que teve vez entre os anos '10 e '50 do Século XX, como abaixo pode ser constado.



Um website cuja visitação se faz necessária por quem se interessa particularmente por agulhas de gramofones é o Needletins. Boa parte das caixas de agulhas aqui apresentadas tiveram por fonte o referido website.





CAIXAS DE AGULHAS ALEMÃS



Na Alemanha, como em praticamente em todos os cantos do Planeta, a indústria de agulhas também teve de grande destaque. As caixinhas mostradas nesta página comprovam esses fatos.





CAIXAS DE AGULHAS SUL-AFRICANAS